Mal-Amanhados - Os Novos Corsários das Ilhas

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Mal-Amanhados – Os Novos Corsários das Ilhas

É final de Agosto e três compadres Mal-Amanhados procuram jantar na ilha Terceira. O Búzios, no Porto Martins, está lotado; a Tasca do Ramo Grande encerrada; será que os Moinhos nos matam a fome? E de repente, nas últimas luzes da hora mágica, o Cristóvam – autor da banda sonora da série – mostra a este escriba e ao realizador da dita cuja a mais antiga ermida da ilha, erigida junto a uma ribeira de São Sebastião. Água corrente, o ingrediente mágico de todos os povoadores, e a razão para ali ter começado a vida terceirense. Eu e o Diogo Rola entreolhamo-nos entre o espanto e a timidez, não fazíamos ideia. Este que vos escreve aplica umas virtuais chibatadas nas próprias costas. Entretanto, ainda não é desta que vamos conseguir comer. Devíamos ter feito reserva (outra coisa que não sabia). À quarta lá foi de vez, no Rocha do Porto Judeu. É aí, um par de horas depois e com um luar de cinema a recortar os ilhéus das cabras, que faço as pazes com a nova descoberta (um whisky duplo também ajudou, admito). Haveria sempre tanto mais a dizer, percorrer, falar e fazer nestas 9 ilhas. A nossa aventura foi isso mesmo, nossa. Uma perspectiva autobiográfica, uma declaração de amor destes e não de outros. Foi mesmo Christian quem projectou palavras suas para o balcão de Roxanne, sem Cyrano que lhas sussurrasse. Sinceras, de coração. Haveria mais temporadas a fazer no arquipélago? Sem dúvida alguma. Duas, três, quatro, tantas. Há hipótese de uma qualquer sequela? Reformulando Jorge Palma: enquanto houver mar p’ra navegar. No entretanto, veio o surpreendente convite para um livro da aventura. Este que o leitor agora espreita. Tal como a saga televisiva, a versão literária foi vivida em confinamento e à distância. Talvez uma metáfora da solidão a que quase seis séculos de história nos condenaram. Mas – tal como no passado – isso não impediu novos cruzeiros das ilhas, cabos telegráficos, correspondência da mais diversa. Estivemos longe mas nunca afastados, nesta partida que o século XXI pregou a todos. Agora foi com zoom e skype e whatsapp e email e afins que se aproximaram ilhéus e portos, metas e corsários. Porque o açoriano encontra sempre maneira. E por essas e outras é que este volume tem cerca de 300 autores, sim, 300. Começa, obviamente, na tentativa de transcrever a alma de todos os nossos protagonistas em cada capítulo; e termina com uma selecção do eco maciço que chegou de literalmente todo o lado, via redes sociais. A aldeia provou ser global quando os seus habitantes mais precisavam. E sentimos que, de verdade, o amor foi pago com amor. Nas centenas de páginas que agora conservam para sempre aquilo que na chamada caixinha mágica se desvanece, há muitas ermidas de São Sebastião. O mesmo que dizer: inéditos, tesouros atlânticos, desafios a novas aventuras afectivas com o território que tanto nos honra. Uma casa com nove divisões onde é urgente viver. Procure-se a maravilha.

Luís Filipe Borges

Coordenação: Luís Filipe Borges, Nuno Costa Santos e Alexandre Borges

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Autores

Luís Filipe Borges

LUÍS FILIPE BORGES

Tem 43 anos mas ainda não se acredita. Açoriano, comediante, argumentista, formador em Escrita Criativa, locutor, benfiquista, apresentador. Licenciou-se em Direito mas desilude a família desde “A Revolta dos Pastéis de Nata”, e com uma regularidade assinalável: “Zapping”, “Conta-me História”, “5 p/a Meia-Noite”, “Manobras de Diversão”, “3 é Demais”, “Caveman”, “Sempre em Pé”. Colaborador regular na imprensa e rádio, faz cerca de 40 espectáculos por ano e escreveu algumas coisas de que se orgulha: um par de livros, as séries “Liberdade XXI”, “Aqui Tão Longe”, “Conta-me Como Foi”, “Na Corda Bamba”, “O Mundo Não Acaba Assim”, e os votos para o seu casamento. “Mal-Amanhados – Os Novos Corsários das Ilhas” é a sua estreia como produtor.

 

Alexandre BorgesALEXANDRE BORGES

Natural de Angra do Heroísmo (1980), é escritor e argumentista. Integrou as equipas criativas responsáveis por múltiplos programas de televisão, entre os quais: “Zapping”, “Tempo de Viver”, “Equador”, “Grandes Livros”, “5 para a Meia-noite”, “Brainstorm”, “Na Corda Bamba” ou “Mal-Amanhados – Os Novos Corsários das Ilhas”. Foi editor de cultura de A Capital, crítico de cinema do jornal i e é colaborador habitual do Observador. Publicou Heartbreak Hotel (Poesia, Livramento, 2006), Todas as Viúvas de Lisboa (Romance, Quetzal, 2009) e Histórias Secretas De Reis Portugueses (História, Casa das Letras, 2012), entre outros. O Boato – Introdução Ao Pessimismo (Aforismos, Companhia das Ilhas, 2013) está incluído no Plano Regional de Leitura dos Açores.

 

Nuno Costa SantosNUNO COSTA SANTOS

45 anos, é escritor, argumentista, director da revista Grotta e do Encontro Arquipélago de Escritores. É autor de livros como “Céu Nublado com Boas Abertas”, “Morrer é Não Ter Nada nas Mãos” e “A Mais Absurda das Religiões” e de peças como “Em Mudanças” e “Mundo Distante”. Há muitos anos que colabora com diversos órgãos de comunicação social. Neste momento tem um programa na Antena 3 chamado Melancómico. Costuma trabalhar na área do documentário biográfico. Co-fundou a produtora Alga Viva.

 

 

Mais Livros Letras Lavadas

Informação adicional

ISBN

978-989-735-306-2

Edição

2020

Idioma

Português

Encadernação

Capa mole

Editora

Letras Lavadas