Entrevista a Maria das Mercês Pacheco no Atlântico Expresso

Entrevista a Maria das Mercês Pacheco no Atlântico Expresso

Excertos da entrevista a Maria Das Mercês Pacheco, por Patrícia Carreiro, que se encontra na edição de 26 de novembro de 2018 do semanário Atlântico Expresso, em que a autora falou acerca do seu livro “Contos a rimar, histórias de espantar”:

«Foi num dia de muito tédio, em Lisboa, há cerca de 30 anos, que Maria das Mercês Pacheco pensou em escrever o livro “Contos a rimar, histórias de espantar”».

«Das seis histórias que constam do livro, Maria das Mercês Pacheco contou-nos que a primeira a ser escrita foi a “História do Escocês”, a qual está “relacionada exactamente com uma pessoa que está desadequada, que era como eu me sentia! Acabei por achar graça ao texto e fiz outros”».

«A ilustração do livro esteve a cargo de Tomaz Borba Vieira, mas a ideia nem sempre foi esta. (…) “Levei estes contos ao Tomaz Borba Vieira, um querido primo e amigo que admiro profundamente não só pelo seu trabalho de pintor mas também de escritor e de contador de histórias, e quis desafiá-lo. Passado algum tempo, aceitou o desafio e começou a fazer os desenhos”».

«”Este não é um livro de contos para crianças, assim como os próprios desenhos que têm várias camadas de leitura. Uma será a do enredo, a outra a da mensagem mais imediata e a última, mais superior e que já é mais para adultos, traz a mensagem final, na qual há muita solidariedade, o não ao preconceito e o não à formatação; um pouco como eu toda a vida tentei fazer”».

«”É importante ver a coisa do outro lado, o que não é fácil porque acabamos por nos sentir um pouco fora da nossa zona de conforto!”».

«”A partir do momento em que ficou decidido que seria a editora Publiçor / Letras Lavadas a imprimir o livro, a minha cabeça deixou de se preocupar. Eu sou uma ‘preocupadora’ profissional, mas é tão bom sentir que estamos no caminho certo. É muito raro as coisas acontecerem assim, todos sabemos que a maior parte das coisas acontecem por acaso na nossa vida, vêm ter connosco, e quem pensa que a vida está programada está com grandes ilusões. Aliás, a minha posição actual é que só nos desiludimos porque nos decidimos iludir! A partir do momento em que só esperei o que viesse, foi tudo fantástico. Adoro a capa, a paginação e tudo mais”».

«”A única particularidade da minha escrita é que tem que ser sempre feita a rimar, assim como têm que ser sempre histórias de espantar, se não for assim não vale a pena! As pessoas têm mesmo que sentir o espanto na verdadeira essência da sua palavra e não no sentido do ‘UAU’ das redes sociais, por exemplo. Quero que as histórias tenham impacto nas pessoas! (…) As minhas histórias são de espantar, porque apesar de as personagens serem bichinhos são muito metafóricas”».

«E assim o primeiro livro de Maria das Mercês Pacheco, com ilustrações de Tomaz Borba Vieira, conta com uma “Trilogia Medieval”, com “Os espinhos da vida”, pelo meio que vêm antes da “História do escocês”, nascendo depois “A cidade dos cogumelos” que, mesmo antes do fim, traz “Uma minúscula história de amor”, acabando por narrar uma “Aventura de Natal”».

Fonte: Atlântico Expresso
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