Excertos da recensão crítica de José Manuel Santos Narciso, ao livro “A Cidade sem Nome”, de Ana Ferraz da Rosa, na sua coluna “Leituras do Atlântico”, da edição de 3 de dezembro de 2018, do semanário Atlântico Expresso:

«”Uma Cidade Sem Nome” que encerra nome de muitas cidades. Um livro maravilhoso de Ana Ferraz da Rosa. Uma aventura ficcionada no feminino que universaliza preocupações quotidianas, canta amores nunca alcançados e questiona problemas que muita história e vida real esqueceram.
“Vila da Santa”, “Cidade Sem Nome” e Ilha fundem-se numa mesma realidade, em tempo de guerra».

«De facto, mesmo ficcionado, todo o fio condutor deste maravilhoso livro é um retrato de uma realidade vivida e sentida, porque respira Terceira por todos os poros, na “ilha” e na “cidade estrangeira”, com as suas casas de lata, as lojas, o clube e o resto… até os velhos “Salem” que se fumavam em ocasiões de surpresa e susto…».

«É notável o poder descritivo de Ana Ferraz da Rosa que também é autora de outro livro de ficção “Crónica das Visitas”, editado em 2011 [pela Publiçor] e que, agora, entusiasmado por este “A Cidade sem Nome”, tudo darei para conseguir ler. Apesar de este ser apenas o seu segundo livro, podemos afirmar que a autora tem em si o gene da escrita e, desde já se espera que continue, porque a forma como se exprime e o espírito livre que revela são condimentos mais do que suficientes para aguardarmos as próximas obras».

«Tudo isto leva o leitor a pensar que mais do que o narrar da história, a autora tem a clara intenção de fazer compreender realidades do mundo e afirmar preocupações transversais a vários tempos e a vários tipos de pessoas».

«O livro foi apresentado na Praia da Vitória, integrado no acontecimento literário que foi o Outono Vivo, e tenho a certeza de que a sua maior divulgação será feita por aqueles que o lerem, como li, com crescente entusiasmo e vontade de repetir».

José Manuel Santos Narciso

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