«Cada página parece um espaço de silêncio branco, que realça a profundidade do pensamento! Sim, do pensamento, porque este é um livro de pensamentos urdidos em linguagem poética e embrulhados em conceito psicológico e antropológico que nos entra na alma e nos faz despertar para sentimentos apagados e esbatidos no quotidiano prosaico do viver».
Excertos da recensão crítica de José Manuel Santos Narciso ao livro “Fios Tecidos ao Vento”, de Fernanda Mendes

Excertos da recensão crítica de José Manuel Santos Narciso ao livro “Fios Tecidos ao Vento”, de Fernanda Mendes, na sua coluna “Leituras do Atlântico” no semanário “Atlântico Expresso” (edição de 22 de outubro de 2018):

«Fernanda Mendes. Nascida em 1947, em Arouca, e com alguns anos de emigração no Brasil, reside nos Açores desde 1985 e aqui, para além da sua profissão, exerceu cargos de gestão na área da saúde e política, tendo sido, inclusivamente, Secretária Regional da Saúde e deputada do Parlamento regional de que foi vice-presidente. São sobejamente conhecidos os seus trabalhos científicos e de carácter social sobre psiquiatria e sexologia clínica e já há alguns anos, precisamente em 2014, publicou o seu primeiro livro intitulado “Sexualidade Redonda e Circular”».

«Cada página parece um espaço de silêncio branco, que realça a profundidade do pensamento! Sim, do pensamento, porque este é um livro de pensamentos urdidos em linguagem poética e embrulhados em conceito psicológico e antropológico que nos entra na alma e nos faz despertar para sentimentos apagados e esbatidos no quotidiano prosaico do viver».

«Parece um diário, mas não é. São os seus pensamentos e memórias que lhe comunicam situações e gente em tempos diferentes. Fernanda Mendes vai anotando não só o que ouve das mais diferenciadas experiências de vida, como ouve a daqueles que ela conhece ou com quem convive, registando sempre ou a solidão ou o desespero de cada encontro. Trata-se de uma narrativa em curtos parágrafos ou breves frases do que ela pensa sobre a sua própria vivência em tempos que são os nossos. Diz-nos de si e dos outros, sem nunca ninguém identificar. Uma escritora psiquiatra é sempre “perigosa”, mas no melhor sentido da palavra. Sobressai não aquela que “julga” ou “sentencia”, mas a de quem entende o coração humano nos seus dilemas e medos».

«De facto, são 220 páginas de encanto e de surpresa por nunca sequer imaginarmos o que vem adiante, com a vantagem de podermos abrir o livro em qualquer página e sentirmo-nos imediatamente dentro de todo o livro».