O Povo junto pode tanto e mais que El-Rei

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O Povo junto pode tanto e mais que El-Rei

No dia 10 de maio de 1827, o povo de Santa Maria saiu à rua clamando por Pão e Justiça. Em frente à Câmara da Vila do Porto, confrontou o senado concelhio, que contra ele requisitou a força armada, para dispersar os manifestantes. Mas os soldados, armados, municiados e formados na praça, juntaram-se ao povo, e passaram a ser a mais forte voz de pressão junto da governança da ilha.
Um episódio dramático, em que se defrontam os terratenentes marienses, com o povo “mecânico” por aqueles explorado e sujeito à miséria, contado pela própria documentação oficial, resgatada dos arquivos nacionais e regionais, aqui transcrita com atualização ortográfica, precedida de um alinhamento dos factos e de uma contextualização política, administrativa, económica, militar e religiosa da sociedade mariense e açoriana desse ano de 1827. Nele relevam, ainda, as tensões pessoais e institucionais entre os detentores regionais do poder civil, tutelado pelos agentes judiciais, e os governantes militares dos Açores, todos ou quase todos eles mandados do Reino para a gestão da Capitania-Geral.
O motim de Santa Maria passa a fazer parte da historiografia açoriana, e a documentação que no-lo revela, um dos alforges mais significativos e indispensáveis para o estudo de um domínio ultramarino ou Capitania-Geral da Monarquia Portuguesa unitária, em processo acelerado de ascensão a Província do Reino de Portugal, ficando em paridade com as restantes parcelas administrativas do território nacional europeu.

Autores: Manuel Augusto de Faria e José Guilherme Reis Leite

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 23 × 16 × 2,4 cm
ISBN

978-989-735-450-2

N.º Páginas

264

Edição

Outubro de 2023

Idioma

Português

Encadernação

Capa mole

Editora

Letras Lavadas

SOBRE O AUTOR

JOSÉ GUILHERME REIS LEITE

Nasceu em Angra do Heroísmo em 1943. Historiador e político autonomista. Estudou no Liceu da sua cidade natal e na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde completou a licenciatura em 1968; é Doutor em História pela Universidade dos Açores. Cedo ingressou na vida política, onde desempenhou as funções, nomeadamente, de Presidente da Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma dos Açores, deputado na Assembleia da República e Secretário Regional da Educação e Cultura da RAA. Como historiador e investigador, tem-se ocupado de inúmeros aspetos da cultura açoriana, nomeadamente históricos, literários e políticos, em diversas épocas. Os seus estudos, fruto de porfiada investigação e fundamentais para a abordagem da História dos Açores, desde os descobrimentos e povoamento, ao processo autonómico, encontram-se largamente divulgados por obras de autor, revistas, atas de congressos e colóquios, jornais; colaborador de várias Universidades portuguesas, lecionou em cursos de pós-graduação, e integrou júris de mestrado e de doutoramento.

 

MANUEL AUGUSTO DE FARIA

Nasceu na freguesia do Capelo, Faial, em 1946. Oficial do Exército. Licenciado em História pela Universidade de Coimbra, lecionou História no Instituto Superior Militar e em escolas oficiais da Ilha Terceira. Tem-se dedicado, sobretudo, à investigação da História Militar dos Açores, pesquisando e publicando documentação inédita do Arquivo Histórico Ultramarino e do Gabinete de Estudos e Arqueologia da Engenharia Militar. Destaque para os tombos militares dos fortes das ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira, publicados no Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira. Parte dos seus estudos sobre a organização da defesa do arquipélago encontram-se compilados na obra Da Militia – Textos de História Militar dos Açores e outros, publicada pelo IHIT. Com José Guilherme Reis Leite, publicou as séries documentais: • Livro do Tombo da Câmara da Vila da Praia • Livro do Castelo (do Monte Brasil) • Posturas Camarárias dos Açores (2 volumes) • Códices do Arquivo Histórico Ultramarino – Açores (8 volumes)

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