Excertos da recensão crítica de José Manuel Santos Narciso ao livro “A Fajã de Cima, ou como a bota de cano se tornou mais atraente que o salto alto”, de Luis Rego, na sua coluna “Leituras do Atlântico”, da edição de 19 de novembro de 2018 do semanário Atlântico Expresso:

«Com uma chamativa capa e com formato convidativo, decidi-me pela sua leitura e logo me prendi a uma escrita simples, bonita, despida de artifícios e plena de um humor que já vai rareando e que simplesmente nos delicia.
Mais do que uma obra de ficção, este livro é um pequenino compêndio de utopias de um mundo imaginário, mas presente na realidade vivencial de cada dia».

«Os desatinos e desvarios sentem-se em cada capítulo destas belíssimas páginas – cerca de centena e meia delas. Personagens marcantes são o Herberto, o Mário e o Ludgero, personalidades tão bem criadas que até tem mãe, e família e amigos.
E a Fajã de Cima que aqui até ganha a capacidade de alguém lhe querer abrir uma praia, a “Praia do Mário”, a Fajã de Cima torna-se lugar de fantasia que esta escrita de Luís Rego valoriza».

«Estamos perante uma obra que desafia a nossa capacidade interpretativa de um humor sem limites, nem fronteiras, em que nem Equador, nem Polos estão quietos no seu lugar».

«Embora seja difícil classificar o género literário do livro, é fácil estabelecer uma linha comum entre o conto e o romance, porque há um todo que não se interrompe, seja no ambiente, seja nos episódios que marcam o livro»

José Manuel Santos Narciso

 

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