Capelinhos – Fotobiografia de um Vulcão

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Capelinhos – Fotobiografia de um Vulcão

Nascido do mar e da memória, Capelinhos – Fotobiografia de um Vulcão é uma obra visual e documental que reconta, com rigor e sensibilidade, um dos episódios geológicos mais marcantes da história açoriana: a erupção dos Capelinhos, em 1957–58. Com mais de 350 fotografias organizadas cronologicamente, esta fotobiografia oferece um percurso visual pela formação, impacto e legado do vulcão, cruzando registos históricos com revisão científica atualizada.

Coordenado por Paulo Henrique Silva e apoiado pela Associação Os Montanheiros, o projeto reúne imagens raras cedidas por arquivos familiares e institucionais, com destaque para os acervos de Luís Carlos Decq Motta e do Museu de Angra do Heroísmo. As legendas e capítulos foram cuidadosamente estruturados para contextualizar cada momento da erupção, com revisão científica da geóloga Salomé Meneses, antiga coordenadora do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.

Mais do que um registo fotográfico, esta obra é um gesto de homenagem aos coletores de memória, aos habitantes que viveram o fenómeno, e à paisagem que continua a falar. Não pretende ser definitiva — mas sim justa, criteriosa e aberta ao futuro. Uma história de terra e mar, contada em imagens, que resiste ao esquecimento.

Autores: Luís Carlos Decq Motta e José Agostinho

 

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 30,7 × 25 × 2,4 cm
ISBN

9789899732445

Edição

Setembro de 2025

Idioma

Português

N.º Páginas

255

Encadernação

Capa dura

Editora

Coedição – Associação dos Montanheiros e Letras lavadas

SOBRE O AUTOR

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Capelinhos – Fotobiografia de um Vulcão

Luís Carlos Decq Motta

Luís Carlos Decq Motta nasceu a 16 de junho de 1917, em Ponta Delgada, filho de Alfredo de Sousa Motta, Comissário da Marinha Mercante, e de Marie Josephine Decq Motta, professora belga de Língua e Literatura Francesa.

Concluiu os estudos no Liceu Antero de Quental e, em 1936, ingressou na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Medicina e Cirurgia. Realizou ainda cursos de pós-graduação em Medicina Sanitária e Fisiologia Social, tendo sido assistente voluntário de Doenças Infectocontagiosas.

Regressou aos Açores em 1944, exercendo medicina no Hospital da Misericórdia de Ponta Delgada e, posteriormente, como médico militar. Durante o serviço no Exército, destacou-se como diretor do Centro de Doenças Infectocontagiosas do Hospital Militar Temporário n.º 1, recebendo vários louvores.

Em 1949 fixou-se na Horta, onde exerceu clínica privada e assumiu funções no Hospital da Misericórdia da Horta, na Casa dos Pescadores e na Estação Rádio Naval. Após estágio em Anestesiologia no Instituto de Oncologia de Lisboa, tornou-se diretor do Serviço de Anestesia e Reanimação, cargo que manteve até à reforma, em 1987.

No plano cívico, integrou a Junta Geral do Distrito da Horta e foi membro da Assembleia Municipal entre 1976 e 1998. Participou ativamente na vida política local, ajudando a fundar o Partido Socialista no Faial e, mais tarde, aderindo ao PCP. Teve também papel relevante em diversas associações culturais e desportivas da ilha.

Durante três décadas foi Agente Consular e Vice-cônsul de França na Horta, sendo condecorado com a Ordre National du Mérite nos graus de Cavaleiro e Oficial. Recebeu ainda a Ordem de Mérito (Comendador) da República Portuguesa, a Cruz Naval de 2.ª Classe e a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional, entre outras distinções.

A sua dedicação à medicina e ao serviço público granjeou-lhe diversas homenagens da Câmara e da Assembleia Municipal da Horta, bem como de várias freguesias e entidades da ilha do Faial.

José Agostinho

José Agostinho nasceu a 1 de março de 1888, em Angra do Heroísmo. Formou-se na Escola do Exército em Lisboa, onde iniciou uma notável carreira militar. Serviu na Primeira Guerra Mundial, em França, como comandante de artilharia do Corpo Expedicionário Português, sendo condecorado com várias distinções, entre as quais a Cruz de Guerra de 1.ª Classe e o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada.

Após a guerra, colaborou com o naturalista Francisco Afonso Chaves no Observatório Meteorológico de Ponta Delgada, iniciando uma brilhante carreira científica. Em 1926 sucedeu-lhe como diretor do Serviço Meteorológico dos Açores, modernizando e ampliando o estudo da meteorologia, geofísica e aerologia no arquipélago. Representou Portugal em diversas conferências científicas internacionais e foi responsável pelo Serviço Meteorológico da Base Aérea das Lajes.

Distinguido também pelo Reino Unido com a Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados durante a Segunda Guerra Mundial, foi agraciado ao longo da vida com as Ordens Militares de Santiago da Espada, de Avis e de Cristo, entre outras distinções nacionais e locais.

Cientista e humanista de vasta cultura, José Agostinho destacou-se nas áreas da meteorologia, vulcanologia, sismologia, botânica, zoologia e linguística, sendo considerado uma das figuras científicas açorianas mais proeminentes do século XX. Fundou e dirigiu instituições culturais de relevo, como a Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves, o Instituto Histórico da Ilha Terceira e o Instituto Açoriano de Cultura.

Divulgador incansável, publicou centenas de artigos e realizou dezenas de palestras, tanto em auditórios como na rádio, tornando-se uma das vozes científicas mais influentes dos Açores nas décadas de 1950 e 1960.

Faleceu a 17 de agosto de 1978, aos 90 anos, em Angra do Heroísmo, deixando um legado ímpar no estudo e valorização da natureza e cultura açorianas.

ISBN: 9789899732445

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