Memórias que não perdi - EBOOK

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Memórias que não perdi – Trincheiras e progressos no terreno de um superintendente

«Na narrativa que anteriormente escrevi e publiquei com o título provocatório “O que ninguém diria” recordei acontecimentos e comportamentos sobre a geração a que pertenço e do país onde nasci. Ainda conheceu as consequências da II guerra mundial, participou numa guerra colonial – aquela em que Portugal se envolveu sem ser internacionalmente pressionado – mas também no movimento revolucionário de 25 de Abril de 1974 que instaurou a democracia. Tive a oportunidade de enfatizar a vivência, retalhos da vida associados e respigados duma época marcante na história portuguesa. Nela vivi servindo o Estado, ora vestindo a farda de defensor da Pátria suas fronteiras de então as ora da segurança civil dos cidadãos, do relacionamento pacífico entre si e com os seus haveres, funções nas quais fui consumindo a totalidade da minha vida ativa. Porque a estrutura e o objetivo da referida obra o não permitiam, omiti então atos, factos e situações relacionadas que a minha memória conservava com o objetivo de no futuro os relatar em trabalho autónomo e especificamente dedicado, o que agora cumpro com o gosto inicial e o mesmo propósito de verdade. É este o momento de os dar a conhecer. Faço uso do presente trabalho onde reúno sob a forma de retratos não retocados um passado que nem sempre foi fácil ou dócil e sempre exigiu independência e rigor. Desvendo-os tanto quanto me ajuda a minha própria memória, as notas então tomadas e a reanálise de documentos que conservo e cito».

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Autor: Jorge Félix Frutado Dias

DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Edição

2022

Idioma

Português

N.º Páginas

348

Editora

Pedra Pomes Edições

SOBRE O AUTOR

Jorge Félix Frutado Dias

Como já tinha sido divulgado no meu último trabalho — “Uma Experiência Inacabável” e de uma forma abrangente o meu currículo relembro somente que nasci a 25 de fevereiro de 1942, em Ponta Delgada. O inicio da minha vida escolar começa na Escola Primária de São José, à Praça 5 de Outubro, e após 4 anos nesta e feito o exame de admissão, ingresso a 5 de agosto de 1952 no Liceu Nacional de Ponta Delgada, como reza a minha caderneta. Procurei sempre relacionar-me com todos aqueles com quem tinha de conviver ou trabalhar e com isto senti apetência de me disponibilizar para aqueles aos quais podia ser útil. Tendo concorrido à Academia Militar e já como oficial do Exército exerci muitas vezes funções de categoria profissional superior, o que não só me deu experiência como senti as questões de um modo diferente. Nesta narrativa que agora apresento foram surgindo ideias, conversas e lembranças de factos pelos quais passei bem como, naturalmente, camaradas meus também e resolvi passar ao papel. Será um contributo que não pretende dar lições nem fazer recomendações. Neste meu percurso (e não é só meu) e no contato com tantos(as) cidadãos(ãs) e em variadas instituições recebo como recompensa os afetos e sorrisos que não foram esquecidos em todos esses anos e que para mim são mais importantes e relevantes do que os louvores e condecorações com que me quiseram atribuir. Desta narrativa, com factos passados em épocas e realidades diferentes, o que realço da sua leitura é: “Aproveito este momento para prestar uma homenagem, e se me é permitido fazê-lo, às mães e pais que viram os seus filhos partirem (e nem todos regressaram), às mulheres que viram os seus maridos partirem para sempre, aos e às jovens que não chegaram a conhecer os seus pais. Mais, a todos aqueles para quem o Estado não teve uma atitude nobre que se materializaria na devolução dos restos mortais daqueles que foram defender a Pátria. A Liga de Combatentes tem estado há algum tempo (e penso que continua com esse objetivo) a dar a dignidade que o Estado não foi capaz.” Por isto é que o “O povo é o dono do 25 de abril”.

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