Quando Tornaram os Garajaus…

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Quando Tornaram os Garajaus…

De posse de uma escrita escorreita, Mário Vieira evidencia uma considerável capacidade descritiva, que transporta o leitor para todos os ambientes, suscitando naqueles que conhecem o desejo da revisitação, naqueles que desconhecem a curiosidade da confirmação. O texto constitui um elogio à ilha de S. Jorge, tanto à beleza da natureza como ao carácter das gentes. No respeitante ao património natural, emoldurado pelo verde das pastagens e pelo negrume dos mistérios, ressaltam as parecenças com paisagens suíças, na comparação externa, com recortes da serra de Sintra, no confronto nacional, com a exuberância das Flores, no quadro insular. […] Vivos e verídicos são também os quadros do quotidiano de um povo “são e primitivo”, a relembrar a máxima quinhentista de Gaspar Frutuoso, que equiparava os açorianos a “pombos das ilhas”, porque embora entrevessem a malícia dos forasteiros se deixavam enganar. Por entre manifestações mil, enumeramos, por exemplo, as festividades maiores em honra do Espírito Santo, espelho de uma profunda religiosidade, uma surtida à baleia, “espectáculo de magnífica barbaridade” […]
Com mais esta iniciativa editorial, a Letras Lavadas edições presta outro serviço de vulto à cultura insular. Desta vez, o reaparecimento deste Quando tornaram os garajaus… ainda resgata da deslembrança colectiva o nome de Mário Vieira que, embora forasteiro, demanda inclusão na grande constelação dos literatos açorianos.

Do prefácio de
Avelino de Freitas de Meneses

Autor: Mário Vieira

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

ISBN

978-989-735-344-4

Edição

2021

Idioma

Português

Encadernação

Capa mole

Páginas

212

Editora

Letras Lavadas

SOBRE O AUTOR

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