As palavras que eu sou

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As palavras que eu sou

Acontece com frequência certos escritores em fim de vida sentirem uma enorme necessidade de acautelar a sua obra, edita ou inédita. Foi o que aconteceu com Resendes Ventura. Ao sentir a morte aproximar-se, ele, que sempre escrevera para a gaveta, sentiu o grande desejo de trazer para a luz a sua poesia escrita década a década e logo guardada, afastada do olhar dos leitores. O que estava oculto era imenso. O resultado dessa vontade é este livro, As Palavras que EU Sou, que ele começou a organizar, sem, porém, conseguir acabá-lo. Arrumados por décadas, os poemas aqui estão, deixando ver uma voz lírica que não esconde nem mascara sentimentos, expondo-se despida de encobrimentos: homem inteiro que não soube nem quis afastar da sua poesia afetos, infortúnios, prazeres, inseguranças, alegrias, tristezas, dissabores, doenças, desenganos, fidelidades, amores, oscilando entre as raízes pessoais, quer humanas quer vindas da mãe-natureza, e os frutos que ao longo da vida foi colhendo, atenuando a fronteira entre público e privado. Surpreendente tem sido, para os leitores que tiveram já o ensejo de contactar com esta obra, a descoberta de que existiu da parte do poeta um trabalho continuado de escrita que, colocado em contraponto com o seu trabalho édito, faz deste último uma porta de entrada para esta coletânea. Que o leitor que agora o está a descobrir o saiba colocar, como é dito no prefácio, “no lugar literário que sempre o aguardou”.

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Autor: Resendes Ventura

 

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 20 × 14 × 3,5 cm
ISBN

978-989-735-421-2

Edição

2022

Idioma

Português

Encadernação

Capa mole

Páginas

680

Editora

Letras Lavadas

SOBRE O AUTOR

RESENDES VENTURA

RESENDES VENTURA é o nome literário de Manuel Pereira Medeiros (Água Retorta, Povoação, 14.01.1936; Setúbal, 23.10.2013), criado para a sua escrita literária em 1968, quando definiu um novo rumo para a sua vida, entre o jovem sacerdote Manuel Pereira, ordenado em agosto de 1959, que, na década de 1960, oficiava na Matriz de Ponta Delgada e lecionava Religião e Moral no Liceu Antero de Quental daquela cidade, e o livreiro Manuel Medeiros que animou a vida cultural de Setúbal a partir de 1970. Saiu dos Açores em 1968 e instalou-se em Lisboa, em busca de um novo caminho, tendo escolhido trabalhar no desenvolvimento da leitura depois de tentar o jornalismo, de que desistiu por ter encontrado o obstáculo, para ele intransponível, da censura. No começo de 1969, na capital, iniciou o seu trabalho de livreiro na Livraria Nosso Tempo. Em finais de 1970 instalou-se definitivamente em Setúbal. Nesta cidade fundou, em julho de 1973, juntamente com Fátima Ribeiro de Medeiros, a limaria Culsete, que viria a tornar-se um dos polos culturais relevantes da região; onde se manteve em atividade até aos últimos meses de vida. Ao longo do tempo, nos Açores e no continente, colaborou com inúmeras publicações periódicas, sendo de referir Pensamento, Euntes, Correio dos Açores, Diário dos Açores, Correio da Horta, O Telégrafo, O Dever, A-Z, Missões, Livros de Portugal, O Setubalense, Atual, Jornal de Setúbal. Manteve rubricas em várias estações de rádio (Emissor Regional dos Açores, Rádio Voz de Setúbal, Rádio Azul); escreveu prefácios para livros de outros escritores, textos de divulgação e almas de polémica, num exercício consciente de cidadania. Da sua obra poética publicada destacam-se Passos de Viagem (1963), Mãe d’Alma (1993) e Papel a Mais (2009).

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