Cruzeiro Literário

14,00 

Um grupo editorial convida 13 jornalistas e cinco professores universitários para o lançamento das obras de 12 autores durante um cruzeiro. Há apontamentos cruéis, sem perda de um gozo visceral, na novela que dá título ao volume, construída em clave detectivesca, e denunciando vaidades, jogo baixo e despeitos no envenenado meio das letras, da Comunicação Social e da Universidade. “A morte do autor” concentra ironia e pequenez, um ‘bonitinho’ inútil de certo ensino, até ao rocambolesco mediático. O tricô ensaístico vale bem o frenesi noticioso: ninguém se salva.

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Autor: Ernesto José Rodrigues

 

Esta nova colecção é coordenada pelo professor e crítico literário Vamberto Freitas.

 

Em stock

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 23 × 15 × 1,3 cm
ISBN

978-989-735-520-2

Edição

Março de 2024

Idioma

Português (este livro não segue o Acordo Ortográfico de 1990)

N.º Páginas

170

Encadernação

Capa mole

Editora

Letras Lavadas

Seleção

Seleção Vamberto Freitas

SOBRE O AUTOR

ERNESTO JOSÉ RODRIGUES

(Torre de Dona Chama, 17-VI-1956) é poeta, ficcionista, dramaturgo, cronista, diarista, crítico, ensaísta, editor literário, antologiador e tradutor. Licenciado em Filologia Românica (1980), Mestre em Literatura Portuguesa Clássica (1991), doutorou-se em Letras – Cultura Portuguesa (1996) e fez a agregação em Estudos de Literatura e de Cultura – Estudos Portugueses (2011), sempre na Universidade de Lisboa, de cuja Faculdade de Letras se aposentou como professor associado (2022). Aí, foi director (2015-2019) do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias. Docente no ensino secundário e jornalista profissional (1978-1981), leitor de Português na Universidade de Budapeste (1981-1986), assistente na Escola Superior de Educação de Bragança (1986-1988), ministrou cursos e proferiu conferências em Portugal, Brasil, Cabo Verde, França, Hungria, Itália, Marrocos, Moçambique, República Checa, Roménia. Foi membro externo do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Bragança (2015-2018). Primeiro presidente eleito (2010-2013) da direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes, é membro da A. P. E., PEN Clube Português, Associação Portuguesa de Críticos Literários, sócio honorário da Academia de Letras e Artes de Bragança, Pará, e do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. A par de intensa apresentação pública de obras e de jurado, faz crítica literária desde 1971 e tem colaboração ensaística em, nomeadamente: Világirodalmi Lexikon [Dicionário de Literatura Mundial; Hungria], Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Dicionário do Romantismo Literário Português, Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura (Edição Séc. XXI), Dicionário de Personagens da Novela Camiliana, Dicionário de Literatura (dir. de Jacinto do Prado Coelho, sendo coordenador de Literatura Portuguesa e Estilística Literária nos 3 vols. de Actualização, 2002-2003). Estreado em livro em 1973, está traduzido em árabe, castelhano, checo, francês, húngaro, inglês, italiano, romeno, sérvio. É o principal tradutor em Portugal de autores húngaros, tendo sido agraciado pelo Estado húngaro (1983, 1989) e pela Ordem dos Cavaleiros de São Jorge (2002). Entre os vários galardões, salienta-se o Prémio PEN Clube – Narrativa (2017), com Uma Bondade Perfeita. Tem a Comenda Municipal Álvaro de Souza, Bragança, Pará (2012).

 

Vamberto Freitas

Nasceu nas Fontinhas, Praia da Vitória, a 27 de Fevereiro de 1951. Iniciou os estudos secundários no então Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, mas logo emigrou com a família para os Estados Unidos, indo fixar-se em Porterville, no Vale de São Joaquim, na Califórnia.

Estudou na California State University (Fullerton) onde obtém uma licenciatura em Estudos Latino-Americanos e na mesma universidade faz estudos de pós-graduação em Literatura Americana e Literatura Comparada. Em seguida, concluídos os estudos pedagógicos no Chapman College (Fullerton), lecciona na Escola Secundária de Cerritos, Califórnia.

Vamberto Freitas começa então a distinguir-se pela qualidade da sua actividade jornalística, publicando em jornais norte-americanos de língua portuguesa; nesse período, é nomeado correspondente estrangeiro na Califórnia do Diário de Notícias (Lisboa), funções que exerce de 1979 até 1991, data em que decide fixar-se nos Açores, em Ponta Delgada.

Regressado aos Açores, ao mesmo tempo que continua a colaborar no suplemento literário do Diário de Notícias, presta colaboração, por um breve trecho, à RTP-A e ingressa, como Leitor de Língua Inglesa, na Universidade dos Açores. É nomeado representante da Assembleia Legislativa Regional dos Açores no conselho nacional de opinião da RDP, cargo que exerceu por cerca de três anos.

Com o seu regresso e a sua entrada como docente da Universidade dos Açores, Vamberto Freitas inicia um período de afirmação como crítico literário. A sua área de interesses incide sobre a new world fiction, a literatura da emigração portuguesa e, de forma especial, sobre a literatura açoriana e a chamada «literatura étnica» norte-americana, com particular enfoque sobre a geração de escritores luso-descendentes, emergente nos finais do século XX.

A par da docência, a sua actividade de crítico literário revela-se muito produtiva, com a publicação de uma dezena de livros e de grande número de títulos em revistas e suplementos culturais, ao mesmo tempo que participa, com comunicações, em jornadas e congressos de literatura norte-americana e cultura açoriana, no Canadá, Estados Unidos da América, Portugal (Açores, continente e Madeira), e em outros países.

Em 1995, fundou o SAC, Suplemento Açoriano de Cultura, caderno literário do Correio dos Açores (Ponta Delgada), que coordenou até à sua extinção, em 2001. Em 2003, funda o SAAL, Suplemento Açoriano de Artes e Letras, publicado como caderno autónomo da revista Saber/Açores (Ponta Delgada).

A sua intervenção neste campo incute uma nova dimensão e um novo sopro ao suplementarismo literário, em particular nos Açores, conferindo-lhe um papel destacado no panorama da crítica literária, de modo especial no universo de referência cultural de raiz açoriana.

Obras principais. (1990), Jornal da Emigração. A L(USA)lândia Reinventada. Angra do Heroísmo, Gabinete de Emigração e Apoio às Comunidades Açorianas. (1992), Pátria ao Longe. Jornal da Emigração II. Ponta Delgada, Signo. (1992), O Imaginário dos Escritores Açorianos. Lisboa, Salamandra. (1993), e Letras Lavadas (2.ª edição), Para Cada Amanhã. Jornal de Emigrante. Lisboa, Salamandra. (1994), América. Entre a Realidade e a Ficção. Lisboa, Salamandra. (1995), Entre a Palavra e o Chão. Geografias do Afecto e da Memória. Ponta Delgada, Jornal de Cultura. (1998), Mar Cavado. Da Literatura Açoriana e Outras Narrativas. Lisboa, Salamandra (1999), A Ilha em Frente. Textos do Cerco e da Fuga. Lisboa, Salamandra. (2002), O Homem que era feito de Rede, trad. do conto de Katherine Vaz, Man Who Was Made Of Netting. Lisboa, Salamandra. (2002), Jornalismo e Cidadania: Dos Açores à Califórnia. Lisboa, Salamandra (2002), bordercrossings – leituras do transatlântico 1, 2, 3, 4, 5 e 6 (Letras Lavadas).

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