A Seiva da Luz

14,00 

“A Seiva da Luz”, livro de poemas em prosa da Prof. Doutora Celina Martins pela Editora Letras Lavadas, com posfácio de João Barrento e oito desenhos de Marcos Milewski, e capa de Urbano.

Um rio de imagens imaginantes contido pelas margens de fragmentos subtilmente narrativos, mas poéticos na sua substância, que não contam propriamente histórias, antes aprisionam, na liberdade livre da imaginação, momentos de experiências sensíveis, que começam por ser visuais e depois se transformam em imagético-reflexivas. Talvez se pudesse assim definir, na sua essência, este original livro de Celina Martins.

O alimento destas fábulas poéticas é o de figuras de sonhadores (a princípio perdidos, depois iluminados), num cenário que é o da matéria elementar, telúrica, e de uma natureza mágica que a invenção poética da Autora salva do esquecimento e da degradação que cada vez mais a ameaçam. E toda a encenação, sempre variada de episódio para episódio, é dominada por um halo de luz que irromperá a qualquer momento e tem uma única finalidade: a afirmação do júbilo do Ser, a manifestação de epifanias provocadas por «tradutores de sonhos.
João Barrento

 

Autora: Celina Martins

 

Esta nova colecção é coordenada pelo professor e crítico literário Vamberto Freitas.

 

Em stock

Partilhe nas suas redes:

DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 23 × 15 × 1,3 cm
ISBN

978-989-735-512-7

Edição

Março de 2024

Idioma

Português (este livro não segue o Acordo Ortográfico de 1990)

N.º Páginas

116

Encadernação

Capa mole

Editora

Letras Lavadas

SOBRE O AUTOR

CELINA MARTINS

É docente da Universidade da Madeira desde 1990. A sua dissertação de Doutoramento em Literatura Comparada (UMa) incidiu na leitura cruzada entre Édouard Glissant (Martinica) e Mia Couto (Moçambique). Realizou os seus estudos de Mestrado em Literatura Comparada na Universidade de Lisboa: a sua tese reflectiu sobre a picturalidade nos poemas em prosa de Aloysius Bertrand em ligação com a obra de Callot e Rembrandt. Em 2006, com um prefácio de Mia Couto, dá à estampa o ensaio O Entrelaçar das vozes mestiças. Análise das Poéticas da Alteridade na ficção de Édouard Glissant e Mia Couto. Em 2023, em co-autoria com Odete Jubilado (Universidade de Évora), publicou o livro José Saramago e a Literatura Comparada. Livro de Homenagem do Centenário. É investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (CEComp), no cluster “Viagem e Utopia”, integrado no Grupo LOCUS. Como domínios de investigação tem privilegiado o diálogo entre as Literaturas Lusófonas e Francófonas Contemporâneas com incidência nas Poéticas dos séculos XX e XXI.

 

Vamberto Freitas

Nasceu nas Fontinhas, Praia da Vitória, a 27 de Fevereiro de 1951. Iniciou os estudos secundários no então Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, mas logo emigrou com a família para os Estados Unidos, indo fixar-se em Porterville, no Vale de São Joaquim, na Califórnia.

Estudou na California State University (Fullerton) onde obtém uma licenciatura em Estudos Latino-Americanos e na mesma universidade faz estudos de pós-graduação em Literatura Americana e Literatura Comparada. Em seguida, concluídos os estudos pedagógicos no Chapman College (Fullerton), lecciona na Escola Secundária de Cerritos, Califórnia.

Vamberto Freitas começa então a distinguir-se pela qualidade da sua actividade jornalística, publicando em jornais norte-americanos de língua portuguesa; nesse período, é nomeado correspondente estrangeiro na Califórnia do Diário de Notícias (Lisboa), funções que exerce de 1979 até 1991, data em que decide fixar-se nos Açores, em Ponta Delgada.

Regressado aos Açores, ao mesmo tempo que continua a colaborar no suplemento literário do Diário de Notícias, presta colaboração, por um breve trecho, à RTP-A e ingressa, como Leitor de Língua Inglesa, na Universidade dos Açores. É nomeado representante da Assembleia Legislativa Regional dos Açores no conselho nacional de opinião da RDP, cargo que exerceu por cerca de três anos.

Com o seu regresso e a sua entrada como docente da Universidade dos Açores, Vamberto Freitas inicia um período de afirmação como crítico literário. A sua área de interesses incide sobre a new world fiction, a literatura da emigração portuguesa e, de forma especial, sobre a literatura açoriana e a chamada «literatura étnica» norte-americana, com particular enfoque sobre a geração de escritores luso-descendentes, emergente nos finais do século XX.

A par da docência, a sua actividade de crítico literário revela-se muito produtiva, com a publicação de uma dezena de livros e de grande número de títulos em revistas e suplementos culturais, ao mesmo tempo que participa, com comunicações, em jornadas e congressos de literatura norte-americana e cultura açoriana, no Canadá, Estados Unidos da América, Portugal (Açores, continente e Madeira), e em outros países.

Em 1995, fundou o SAC, Suplemento Açoriano de Cultura, caderno literário do Correio dos Açores (Ponta Delgada), que coordenou até à sua extinção, em 2001. Em 2003, funda o SAAL, Suplemento Açoriano de Artes e Letras, publicado como caderno autónomo da revista Saber/Açores (Ponta Delgada).

A sua intervenção neste campo incute uma nova dimensão e um novo sopro ao suplementarismo literário, em particular nos Açores, conferindo-lhe um papel destacado no panorama da crítica literária, de modo especial no universo de referência cultural de raiz açoriana.

Obras principais. (1990), Jornal da Emigração. A L(USA)lândia Reinventada. Angra do Heroísmo, Gabinete de Emigração e Apoio às Comunidades Açorianas. (1992), Pátria ao Longe. Jornal da Emigração II. Ponta Delgada, Signo. (1992), O Imaginário dos Escritores Açorianos. Lisboa, Salamandra. (1993), e Letras Lavadas (2.ª edição), Para Cada Amanhã. Jornal de Emigrante. Lisboa, Salamandra. (1994), América. Entre a Realidade e a Ficção. Lisboa, Salamandra. (1995), Entre a Palavra e o Chão. Geografias do Afecto e da Memória. Ponta Delgada, Jornal de Cultura. (1998), Mar Cavado. Da Literatura Açoriana e Outras Narrativas. Lisboa, Salamandra (1999), A Ilha em Frente. Textos do Cerco e da Fuga. Lisboa, Salamandra. (2002), O Homem que era feito de Rede, trad. do conto de Katherine Vaz, Man Who Was Made Of Netting. Lisboa, Salamandra. (2002), Jornalismo e Cidadania: Dos Açores à Califórnia. Lisboa, Salamandra (2002), bordercrossings – leituras do transatlântico 1, 2, 3, 4, 5 e 6 (Letras Lavadas).

Também pode gostar

Adicione aqui o texto do seu título

Outras Sugestões