Páginas Sobre Açorianidade

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O livro reúne páginas escritas sobre Açorianidade, ou a ela se referem, por ordem cronológica de onde foram tirados, e, em certos casos, as circunstâncias que os determinaram, escritas por Machado Pires.
Açorianidade é, por um lado, um conceito objectivo, na medida em que se refere à identidade e caracterização do Arquipélago dos Açores; por outro lado, subjectivo, porque na açorianidade ecoam ressonâncias afectivas individuais. É a condição de viver e sobretudo ser ilhéu dentro e fora do Arquipélago. É a ilha em que se nasceu, a infância que se teve, fique-se ou não na ilha de origem. É uma “alma” que se transporta toda a vida. Assim a transportou Vitorino Nemésio, que criou o termo, aplicado à sua experiência de ilhéu “desterrado” da sua ilha.
Historicamente, é uma variante da Lusitanidade; afectivamente, é uma relação telúrica com a Ilha matricial; politicamente, tem sido um sustentáculo para a Autonomia.
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Autor: António M. B. Machado Pires

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 23,1 × 16,3 × 0,9 cm
ISBN

978-989-735-015-3

Edição

2013

Idioma

Português

N.º Páginas

96

Encadernação

Capa mole

Editora

Letras Lavadas

SOBRE O AUTOR

António Machado Pires

Nasceu em 1942, em Angra do Heroísmo, e faleceu em 2022, em Ponta Delgada. Licenciado em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, onde leccionou e foi assistente de Vitorino Nemésio, de Lindley Cintra e de Jacinto Prado Coelho. Doutorou-se em 1979 com uma tese obre a ideia de decadência na Geração de 70 (séc. XIX). Escreveu e publicou (livros, artigos, ensaios e conferências) sobre Alexandre Herculano, Antero de Quental, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Raúl Brandão, diversa problemática do séc. XIX, Vitorino Nemésio, Sebastianismo, questões universitárias, etc. Foi Reitor da Universidade dos Açores (que instalou) e da qual foi Professor Catedrático Aposentado. Fez conferências em universidades do Brasil (Bahia, Santa Catarina), da Bélgica (Gant, Bruxelas), da Alemanha (Trier, Bona,Achen), dos E.U.A. (S.M.U., Brown, Yale), de Inglaterra (Bristol) e da Espanha (Canárias, La Laguna). Orientou teses (doutoramento e mestrado) em Cultura e Literatura Portuguesas. Pertenceu ao I.N.I.C. e ao Conselho Editorial da Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, onde dirigiu a publicação das obras completas de Vitorino Nemésio. O seu Livro Luz e Sombras no Século XIX em Portugal ganhou o prémio PENCLUB – Ensaio. Em 2014, publicou Páginas sobre a Açorianidade (Letras Lavadas Edições) e fez uma série de doze programas de televisão sob o título “Açorianidade” (com convidados). Em 2015, publicou Machado Pires, Memórias e Reflexões, pensamentos dos últimos vinte e cinco anos.

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