O livro reúne páginas escritas sobre Açorianidade, ou a ela se referem, por ordem cronológica de onde foram tirados, e, em certos casos, as circunstâncias que os determinaram, escritas por Machado Pires.
Açorianidade é, por um lado, um conceito objectivo, na medida em que se refere à identidade e caracterização do Arquipélago dos Açores; por outro lado, subjectivo, porque na açorianidade ecoam ressonâncias afectivas individuais. É a condição de viver e sobretudo ser ilhéu dentro e fora do Arquipélago. É a ilha em que se nasceu, a infância que se teve, fique-se ou não na ilha de origem. É uma “alma” que se transporta toda a vida. Assim a transportou Vitorino Nemésio, que criou o termo, aplicado à sua experiência de ilhéu “desterrado” da sua ilha.
Historicamente, é uma variante da Lusitanidade; afectivamente, é uma relação telúrica com a Ilha matricial; politicamente, tem sido um sustentáculo para a Autonomia.
——-
Autor: António M. B. Machado Pires
Este livro está inserido no Plano Regional de Leitura.
Nasceu em 1942, em Angra do Heroísmo, e faleceu em 2022, em Ponta Delgada. Licenciado em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, onde leccionou e foi assistente de Vitorino Nemésio, de Lindley Cintra e de Jacinto Prado Coelho. Doutorou-se em 1979 com uma tese obre a ideia de decadência na Geração de 70 (séc. XIX). Escreveu e publicou (livros, artigos, ensaios e conferências) sobre Alexandre Herculano, Antero de Quental, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Raúl Brandão, diversa problemática do séc. XIX, Vitorino Nemésio, Sebastianismo, questões universitárias, etc. Foi Reitor da Universidade dos Açores (que instalou) e da qual foi Professor Catedrático Aposentado. Fez conferências em universidades do Brasil (Bahia, Santa Catarina), da Bélgica (Gant, Bruxelas), da Alemanha (Trier, Bona,Achen), dos E.U.A. (S.M.U., Brown, Yale), de Inglaterra (Bristol) e da Espanha (Canárias, La Laguna). Orientou teses (doutoramento e mestrado) em Cultura e Literatura Portuguesas. Pertenceu ao I.N.I.C. e ao Conselho Editorial da Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, onde dirigiu a publicação das obras completas de Vitorino Nemésio. O seu Livro Luz e Sombras no Século XIX em Portugal ganhou o prémio PENCLUB – Ensaio. Em 2014, publicou Páginas sobre a Açorianidade (Letras Lavadas Edições) e fez uma série de doze programas de televisão sob o título “Açorianidade” (com convidados). Em 2015, publicou Machado Pires, Memórias e Reflexões, pensamentos dos últimos vinte e cinco anos.
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informações do dispositivo. Consentir com essas tecnologias nos permitirá processar dados, como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamante certos recursos e funções.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um determinado serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efetuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de utilizador para enviar publicidade ou para rastrear o utilizador num site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.