A Família Miranda e os Açores

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A Família Miranda e os Açores – Resistência e Multiculturalismo

“O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo.”

Fernando Pessoa

Este livro, publicado no ano em que se comemoram 50 anos da Revolução dos Cravos, é uma homenagem a essa Revolução e aos que resistiram a uma ditadura que oprimiu todos os açorianos, tal como os restantes portugueses, durante 48 anos. Através de uma análise do papel notável na resistência contra a ditadura salazarista, e na luta por uma sociedade mais justa, dos vários membros da família Miranda que tinham laços emocionais profundos, não só aos Açores, mas também a locais tão diversos como Goa, Grã Bretanha e Portugal continental, o livro examina questões de grande importância para os açorianos tais como a sua história e a sua identidade no contexto de Portugal e do mundo. Os interessados pela história regional ficarão a conhecer melhor, entre outros temas, a vida em São Miguel nas décadas de 50 e 60 do século passado, o significado do 25 de Abril de 1974 e do 6 de junho de 1975 para os açorianos, e diferentes formas de tratar a questão da autonomia regional. Até que ponto será legítimo assemelhar a relação dos Açores com Portugal continental à relação que Portugal teve historicamente com as suas colónias em África e na Ásia, é também uma das questões abordadas nestes textos. Outra questão que o livro trata, usando a biografia da família, e de cada um dos seus vários membros como exemplos, é a do papel que os conceitos de raça e de classe social têm na construção das identidades dos indivíduos e das sociedades. No seu conjunto, o livro elabora o argumento de que cada cultura é construída através da interação de diferentes culturas e que a influência do multiculturalismo é essencial para o seu dinamismo e progresso. Constitui um apelo a que a luta por uma sociedade mais justa e mais racional na sua relação com o ambiente seja conduzida com a consciência da existência de uma humanidade que é universal e transcende a identidade regional e nacional, e as fronteiras.

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Autores: Álvaro de Miranda & Teófilo Braga (Eds.)

 

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DETALHES DO PRODUTO

Informação adicional

Dimensões (C x L x A) 23 × 16,3 × 2 cm
ISBN

978-989-735-516-5

Edição

Abril de 2024

N.º Páginas

228

Idioma

Português

Encadernação

Capa mole

Editora

Letras Lavadas

SOBRE O AUTOR

ÁLVARO DE MIRANDA

Nasceu, em 1943, no Funchal, cresceu em Ponta Delgada e reside em Londres. Foi para Inglaterra em 1958, com 15 anos, juntar-se a seus pais que aí estavam exilados do regime salazarista, pelo facto de o pai ter tomado uma posição anticolonialista em relação a Goa. Foi professor de Física na North East London Polytechnic, tendo passado mais tarde para o campo da Ciência, Tecnologia e Sociedade. Co-fundou um Departamento de Estudos da Inovação na University of East London, do qual foi diretor (1992-2000). Foi Presidente da Associação Inter-Universitária Europeia para o Estudo da Sociedade, Ciência e Tecnologia (ESST) (1994-97). Com apenas 15 anos, Álvaro Miranda participou na campanha eleitoral da Oposição Democrática às eleições para a Assembleia Nacional realizadas em 1969. Foi activista no movimento antifascista e anticolonialista em Portugal a partir do estrangeiro, entre os anos 60 e 80, participando no movimento estudantil e na organização da emigração económica em Londres. Tal como fez a sua irmã Sacuntala de Miranda, foi membro do núcleo de Londres do MAR-Movimento de Acção Revolucionária. Foi membro fundador da Liga do Ensino e da Cultura Portuguesa, Presidente do International Workers Branch da Transport & General Workers Union, secção sindical de trabalhadores imigrantes em Londres. Após o 25 de Abril, co-editou o jornal mensal dedicado à emigração portuguesa, “Luta Comum”.

TEÓFILO BRAGA

Nasceu, em Vila Franca do Campo, a 22 de Outubro de 1957. Foi professor do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário de Física e Química. Possui o Bacharelato em Ciências Físico-Químicas/Matemática, pela Universidade dos Açores, o Curso de Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar, pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho, do Porto, e o Mestrado em Educação Ambiental, pela Universidade dos Açores. Foi delegado sindical e membro dos órgãos sociais do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores. Adepto do cooperativismo, esteve ligado à delegação de Ponta Delgada da Cooperativa Semente e foi presidente da Cooperativa de Consumo do Pico da Pedra. Desde 1982, está ligado ao movimento ecologista e ao de defesa dos animais, tendo sido um dos fundadores e Presidente da Direcção dos Amigos dos Açores- Associação Ecológica. Coordena o Núcleo Regional dos Açores da IRIS-Associação Nacional de Ambiente. Foi Director da Agência Regional da Energia e do Ambiente da Região Autónoma dos Açores. É autor e co-autor de diversos roteiros de percursos pedestres e de várias publicações sobre energia e património natural. Colabora com jornais e revistas, regionais e nacionais, e tem estudado e publicado sobre o feminismo e o movimento operário nos Açores.

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