Podemos Educar Depois de Gaza?
“Na sua “Educação depois de Auschwitz” (1966), o filósofo T. Adorno indaga como foi possível, na Alemanha, país com um sistema educativo avançado, a maioria dos cidadãos com escolaridade ter apoiado o nazismo, o genocídio, a perversa indústria da morte. A engenharia do extermínio humano foi operada por quadros nazis, muitos deles com estudos, muitos deles doutorados. A razão instrumental da indústria nazi-fascista da morte serviu-se da mais sofisticada ciência do seu tempo. Hoje, sob vestes de nova ordem e progresso, vemos a IAG a expropriar professores e estudantes do substrato primordial da educação e do ensino: ensinar e aprender a pensar, sentir e viver autonomamente, para compreender e interpretar o mundo e transformá-lo. Este novo manifesto em defesa da educação ergue-se contra a barbárie real de Gaza e contra a organização da barbárie pelos algoritmos da “big tech”. ”
Autores: Raquel Varela, Roberto Leher, Roberto della Santa, A. C. Henriques, Alice Faro Santos, Carla Passinhas, Clara Ribeiro, Denise Estrócio, Pâmela Peres Cabreira, Pedro Silva, Sandra Duarte, Cílson César Fagiani, Fabiane Santana Previtali, Roberto Valdés Puentes, Mara Aparecida Rubia, Teresa Machado, António Garcia Pereira, José Pedro Ferreira, António Carlos Cortez, Maria Cantinho, Manuela Gusmão Ramos, Maria Augusta Tavares, Manuel Ferreiro, Lídia Castro, Glauber Costa.